Que texto?

20 Novembro 2008

 

  

 

 

A quem se dirige o texto?

Qual o tamanho dos painéis de sala?

Que informações colocar nas legendas?

Que construção frásica e que vocabulário utilizar?

 

       Estas e outras questões devem ser respondidas antes de se iniciar a elaboração de textos para espaços museológicos. No entanto, é frequente encontrar legendas e painéis de sala escritos como se de livros se tratassem. Quais são então os cuidados a ter na redacção de texto para o espaço do museu? Leia o resto deste artigo »


Case Study: Museu do Fado

13 Novembro 2008

 

 

museu-fado1

 

  

“Pode então passar pelo bengaleiro para levantar o seu audioguia, por favor.”

 

Esta indicação, perfeitamente natural num museu londrino, surpreende o visitante nacional que entra no renovado Museu do Fado. Passados anos e anos a ouvir desculpas sobre a inviabilidade financeira de audioguias nos museus nacionais, eis que é um museu municipal o primeiro museu público da capital a disponibilizar este tipo de equipamento educativo aos seus visitantes. Este audioguia, que tem uma dupla função – faz o acompanhamento normal da visita e permite ouvir uma série de fados de intérpretes diferentes –, não é senão a primeira das surpresas da nova museografia deste museu lisboeta. Leia o resto deste artigo »


Interpretações

11 Novembro 2008

 

SalvadorDali, Cristo de São João da Cruz

Cristo de São João da Cruz

Salvador Dali

1951, 205x116cm

Kelvingrove Art Gallery and Museum, Glasgow

 

 

Kelvingrove Art Gallery and Museum:

The striking angle of the crucified Christ on the Cross, the eerie contrast of light and dark, and the magical and effortless surface effects all make an unforgettable impression on the viewer.

The strange title refers to Dali’s principal inspiration for the painting – a pen and ink drawing made by the Spanish Carmelite friar who was canonised as St John of The Cross (1542–1591). The drawing intrigued Dali when he saw it preserved in the Convent at Avila, as it was made after the Saint had a vision in which he saw the Crucifixion as from above, looking down.

Dali proceeded to paint the Crucifixion set above the rocky harbour of his home village of Port Lligat in Spain, with the enigmatic addition of boats and figures copied from pictures by Velazquez and Le Nain.

(in http://www.glasgowmuseums.com/venue/page.cfm?venueid=4&itemid=68)

 

Visitante α:

Derrota. Isto é o que sentiram os apóstolos quando viram o seu Messias pregado na Cruz. Tudo aquilo em que sempre acreditaram parecia ter terminado abruptamente naquele momento. Afinal, simplesmente não conseguiam compreender ainda o significado do que se passara. Talvez esta obra, que nos mostra de forma evidente a humildade e entrega de Cristo, tenha sido feita para que pudéssemos reflectir sobre o significado da Paixão na perspectiva dos Apóstolos que viveram o acontecimento, sem o compreender imediatamente.

Na parte inferior vemos os pescadores e isso faz-me pensar na proposta que Cristo fez a Pedro e André ” Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.”  (Mateus 4:19 ) Talvez seja essa a nossa missão também: fazer tudo pela salvação dos homens.

 

 

Ao passo que o museu interpretou a obra a partir do contexto da sua realização, destacando as influências que o seu autor recebeu bem como alguns elementos plásticos, o visitante α fez a interpretação da obra a partir da sua própria experiência e dos conhecimentos que detinha antes de ser confrontado com o quadro.

 

Será que uma destas interpretações está mais correcta do que a outra?

Em que medida a interpretação do museu pode ser relevante para o visitante α ?

Que conclusões pode o museu tirar da interpretação do visitante α ?

 


Objectos que importam

11 Novembro 2008

 

Sejamos francos: só um motivo muito forte pode ser suficiente para fazer o mais comum dos mortais escalar cento e tal degraus para ver a Custódia de Belém uma segunda vez! Se por um lado a apresentação da obra restaurada, que se espera para breve, pode ser um motivo bastante convincente, por outro isso jamais passará a gerar engarrafamentos infinitos nas Janelas Verdes. Qual é então a solução para tornar a dita custódia, os azulejos com a vista da Lisboa pré-terramoto ou o guerreiro calaico-lusitano em pólos de atracção capazes de competir com aquela pastelaria ali para os lados de Belém? Leia o resto deste artigo »